Embora o olho seco seja mais associado a adultos, crianças também podem ser afetadas por essa condição. Reconhecer os sintomas precocemente é fundamental para evitar desconforto e possíveis complicações.
“Muitos pais ficam surpresos quando diagnostico olho seco em crianças. É mais comum do que se imagina, especialmente com o aumento do uso de telas e o clima seco de Brasília”, explica a Dra. Karla Delalíbera, oftalmopediatra da Blink Oftalmologia.
O Que É Olho Seco?
O olho seco, também chamado de síndrome do olho seco ou ceratoconjuntivite seca, ocorre quando os olhos não produzem lágrimas suficientes ou quando as lágrimas evaporam muito rapidamente.
As lágrimas são essenciais para manter os olhos saudáveis, pois lubrificam, nutrem, protegem contra infecções e mantm a superfície ocular lisa para boa visão.
Principais Causas em Crianças
Uso excessivo de telas: Reduz a frequência do piscar, levando à evaporação rápida das lágrimas.
Clima seco: Especialmente relevante em Brasília, onde a umidade pode cair drasticamente nos meses de seca.
Ar condicionado e ventiladores: Aumentam a evaporação das lágrimas.
Alergias oculares: Podem afetar a produção de lágrimas e causar inflamação.
Blefarite: Inflamação das pálpebras que afeta as glândulas produtoras de lágrimas.
Medicamentos: Alguns anti-histamínicos e descongestionantes podem reduzir a produção lacrimal.
Doenças autoimunes: Embora raras em crianças, podem afetar as glândulas lacrimais.
Deficiências nutricionais: Especialmente de vitamina A e ácidos graxos ômega-3.
“O uso prolongado de telas é, de longe, a causa mais comum que vejo em meu consultório nos últimos anos”, observa a Dra. Karla.
Sintomas de Olho Seco em Crianças
Crianças podem não conseguir expressar o desconforto claramente. Fique atento a:
Esfregar os olhos com frequência.
Piscar excessivamente.
Vermelhidão ocular persistente.
Queixas de “areia nos olhos” ou sensação de corpo estranho.
Lacrimejamento excessivo (paradoxalmente, o olho seco pode causar lacrimejamento reflexo).
Visão embaçada intermitente.
Sensibilidade à luz (fotofobia).
Desconforto ao acordar ou após atividades que exigem concentração visual.
Dificuldade em usar lentes de contato (em adolescentes).
Evita atividades que exigem atenção visual prolongada.
Diagnóstico
O oftalmopediatra utiliza diversos métodos para diagnosticar olho seco:
Histórico médico completo: Incluindo hábitos de uso de telas, ambiente e sintomas.
Exame na lâmpada de fenda: Avalia a superfície ocular e a qualidade das lágrimas.
Teste de Schirmer: Mede a produção de lágrimas.
Tempo de ruptura do filme lacrimal (BUT): Avalia quanto tempo a lágrima permanece estável na superfície ocular.
Avaliação das glândulas de Meibomius: Verifica a produção da camada lipídica das lágrimas.
Corantes especiais: Como fluoresceína e rosa bengala para avaliar danos à superfície ocular.
Tratamento do Olho Seco Infantil
Medidas Comportamentais:
Limitar o tempo de tela e fazer pausas regulares.
Aplicar a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, olhar para algo a 20 pés de distância por 20 segundos.
Incentivar o piscar consciente durante atividades que exigem concentração.
Manter boa hidr hidratação, bebendo bastante água.
Medidas Ambientais:
Usar umidificadores, especialmente durante a estação seca em Brasília.
Evitar correntes de ar diretas nos olhos (ventiladores, ar condicionado).
Usar óculos de sol ao ar livre para proteger contra vento e poeira.
Manter ambientes limpos para reduzir alérgenos.
Lágrimas Artificiais:
Colrios lubrificantes sem conservantes são geralmente a primeira linha de tratamento.
Podem ser usados várias vezes ao dia conforme necessário.
Existem formulações específicas para crianças.
“As lágrimas artificiais são seguras e eficazes para a maioria das crianças. O importante é usar produtos sem conservantes, especialmente para uso frequente”, orienta a Dra. Karla.
Higiene Palpebral:
Compressas mornas nas pálpebras ajudam a desobstruir as glândulas de Meibomius.
Limpeza suave das margens palpebrais remove crostas e bactérias.
Massagem palpebral suave pode melhorar a secreção das glândulas.
Suplementação Nutricional:
Ômega-3 pode melhorar a qualidade das lágrimas.
Vitamina A é essencial para a saúde da superfície ocular.
Sempre sob orientação médica.
Medicamentos:
Colírios anti-inflam atórios podem ser necessários em casos mais graves.
Tratamento de condições subjacentes como alergias ou blefarite.
Prevenção do Olho Seco
Estabelecer limites saudáveis para o uso de telas.
Incentivar pausas frequentes durante atividades que exigem concentração visual.
Promover atividades ao ar livre.
Manter boa hidr hidratação.
Usar umidificadores durante a estação seca.
Ensinar a criança a piscar conscientemente.
Proteger os olhos do vento e poeira.
Manter uma dieta balanceada rica em ômega-3 e vitamina A.
Olho Seco e o Clima de Brasília
Brasília apresenta desafios únicos para a saúde ocular:
Durante a estação seca (maio a setembro), a umidade pode cair abaixo de 20%.
A altitude de 1000 metros intensifica a evaporação.
O clima ensolarado e seco é ideal para atividades ao ar livre, mas requer proteção ocular.
“Brasília tem um dos climas mais secos do Brasil. Aqui, o uso de umidificadores e lágrimas artificiais é especialmente importante durante os meses de seca”, alerta a Dra. Karla.
Complicações Possíveis
Se não tratado adequadamente, o olho seco pode levar a:
Danos à superfície ocular (córnea e conjuntiva).
Infecções oculares mais frequentes.
Cicatrização da córnea em casos graves.
Redução da qualidade de vida devido ao desconforto constante.
Dificuldade no desempenho escolar.
Mitos e Verdades
Mito: Olho seco é apenas um problema de adultos.
Verdade: Crianças também podem ter olho seco, especialmente com o uso frequente de telas.
Mito: Se os olhos estão lacrimejando, não pode ser olho seco.
Verdade: O lacrimejamento excessivo pode ser uma resposta reflexa ao olho seco.
Mito: Lágrimas artificiais são viciantes.
Verdade: Não causam dependência e são seguras para uso prolongado.
Mito: Qualquer colírio serve para olho seco.
Verdade: Colírios descongestionantes podem piorar o problema. Use apenas lágrimas artificiais.
Quando Consultar um Oftalmopediatra
Procure avaliação especializada se a criança apresentar sintomas persistentes de olho seco, vermelhidão que não melhora com medidas simples, dor ocular, alterações na visão, ou se os sintomas interferirem nas atividades diárias ou no desempenho escolar.
“O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem prevenir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida da criança”, enfatiza a Dra. Karla.
Agende Sua Consulta
Blink Oftalmologia – Brasília
Unidades: Águas Claras e Asa Norte
Dra. Karla Delalíbera – CRM-DF 16.497 | RQE 15529
Especialista em Oftalmologia Pediátrica
WhatsApp: (61) 99663-0710
O olho seco em crianças pode causar desconforto significativo e impactar o desempenho escolar. Na Blink Oftalmologia, oferecemos diagnóstico preciso e tratamento personalizado para cada caso. Agende uma consulta e proporcione conforto e saúde ocular para seu filho em Brasília.





